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Amigos

DEUS CUIDA DE NÓS !

“Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade,
porque ele tem cuidado de vós” (1 Pedro 5.7)."
É como fala a letra de uma canção que eu gosto muito
Noites mal dormidas grandes tormentos duvidas que fazem lagrimas rolarem pelo chão e a insegurança te poe em desespero tua alma num apelo grita socorreme oh Deus ( Pr Carlos Moises )
É verdade, o Senhor cuida de nós! Mas, então, por que viver derrotado ou se deixar levar pelas tentações? Ter Alguém que tudo vê, tudo sabe e é Todo-Poderoso é mais do que precisamos. Ele não disse que delegou essa atividade a algum dos Seus anjos – o que já seria muito bom –, mas Ele mesmo Se encarregou de cuidar de nós! O inimigo sabe que, enquanto crermos na verdade, como em qualquer revelação de Deus, ele não nos poderá atingir.
Como Deus cuida de nós? Da mesma forma que o faz em relação a todas as Suas coisas. Cuidar é exercer vigilância, não deixar faltar nada, proteger, preparar aquilo de que vamos precisar, levar-nos em segurança aonde Ele nos tem direcionado.
Ao dar a Terra Prometida aos israelitas, Deus disse que cuidaria dela e Seus olhos estariam sempre sobre ela. Afirmou, ainda, que não faltariam chuvas no tempo certo para que houvesse colheita, daria ervas no campo, e eles comeriam, fartar-se-iam, e nada lhes faltaria. Porém, eles deveriam obedecer aos Seus mandamentos com diligência e guardar-se para que o coração deles não os enganasse e viessem a servir a outros deuses (Deuteronômio 11.12-15).
A mesma atitude Ele espera de nós. Quando obedecemos aos mandamentos com sabedoria e guardamos o nosso coração, nós Lhe agradamos. Esse agradar a Deus significa darmos a Ele condições de operar em nossa vida. Mas, se deixarmos que a sensualidade tome conta dos nossos pensamentos, estaremos servindo ao deus Eros e prostrando-nos diante dele. O mesmo ocorre com quem tem a ciência como seu alvo, ou o dinheiro, a fama ou outra tentação qualquer. Adorando outros deuses, o Senhor não cuidará de nós. Examine se você, de fato, serve ao Senhor e obedece à Sua Palavra.
Em Efésios 5.29,30, o apóstolo Paulo declara: “Porque nunca ninguém aborreceu a sua própria carne; antes, a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja; porque somos membros do seu corpo”. Então, não desperdice a “comida” que Deus lhe está oferecendo. Ele age conosco do mesmo modo que se relaciona com Sua Igreja e providencia o que julga necessário para Seu progresso. Quando o nosso corpo está doente, ele rejeita a alimentação. O mesmo fará o nosso espírito com o que o Senhor fornece. Se isso estiver ocorrendo, vá ao Médico por excelência, o Doutor Jeová-Rafá e peça-Lhe que o cure. Ele sabe exatamente o que fazer com todo aquele que se chega a Ele e pede Sua ajuda.
Em Cristo, com amor,

A Mortífera Teologia da Evolução




O ponto de vista criacionista não devia ser ensinado nas escolas, pois, a despeito do que possa ser dito em contrário, o “Criacionismo Científico” desemboca diretamente na religião.[1]
Sempre que há um debate público sobre o ensino das origens do universo e dos seres vivos, a alegação acima é uma das que mais ecoam. Todavia, por alguma razão, os evolucionistas nunca são rotulados de fanáticos religiosos. Em conseqüência disso, o ponto de vista evolucionista domina o debate sobre a questão das origens. Uma vez que a separação entre Igreja e Estado é um dos fundamentos constitucionais dos EUA [e da maior parte dos países ocidentais], os defensores do ponto de vista criacionista enfrentam uma luta desigual, até mesmo para serem ouvidos no âmbito público. O campo de jogo não parece equilibrado. Afinal, pressupõe-se que a ciência evolucionista é neutra e objetiva, enquanto a ciência criacionista não passa de um dogma religioso disfarçado.
Será que essa história mudaria se a evolução fosse tratada como uma religião? Até que ponto a evolução é apenas o ensino errôneo de que toda manifestação de vida na Terra se originou numa progressão natural a partir de seres vivos menos complexos para seres vivos mais complexos? Na verdade, os evolucionistas fazem isso soar como se uma força superior estivesse em operação para levar adiante o processo evolutivo. Alguns deles chegam a tratar essa força invisível como se fosse um deus.
A filósofa Mary Midgley demonstra esse fato com muita propriedade em seu livro Evolution as a Religion [A Evolução Como Uma Religião]. Sua pesquisa revelou que na maioria dos textos científicos sobre evolução há afirmações que não são científicas, mas sim religiosas. Midgley comenta sobre esses textos: “Eles fazem insinuações espantosas sobre uma vastidão de assuntos tais como a imortalidade, o destino humano e o sentido da vida”.[2] Querendo ou não, os autores desses textos fizeram uma combinação de análise científica e aplicação espiritual. Aí está o sinal evidente de uma religião! Embora Midgley não demonstre nenhuma simpatia pelo cristianismo, ela inteligentemente identificou a hipocrisia daqueles que negam a natureza religiosa do evolucionismo.

A Fonte da Teologia da Evolução

Darwin revelou quem era o seu deus. Numa carta escrita a um amigo, ele chegou a denominar e escrever com todas as letras: “Minha divindade ‘a seleção natural’”.

Não é preciso ir muito além dos escritos de Charles Darwin, o pai da moderna teoria evolucionista, para encontrar a fonte da teologia da evolução. Em dado momento, Darwin cogitava ingressar no clero da Igreja Anglicana, mas essa trajetória mudou radicalmente depois que ele passou cinco anos (1831-1836) navegando e explorando a diversidade de seres vivos nas ilhas Galápagos, localizadas próximo à costa do Equador. Em sua autobiografia, Darwin escreveu que nessa época estava num conflito para aceitar a presença do mal num mundo criado por Deus, conforme explica:
Parece-me que há muita miséria no mundo. Eu não consigo me convencer de que um Deus benevolente e onipotente tenha intencionalmente criado a Ichneumonidae [i.e., espécie de vespa] com o expresso propósito de parasitar larvas vivas de outros animais para delas se alimentar, nem criado um gato com a finalidade de caçar um camundongo.[3]
Em 1859, Darwin publicou seu livro intitulado The Origin of the Species by Means of Natural Selection [A Origem das Espécies Por Meio da Seleção Natural], no qual expõe detalhadamente sua concepção de que a vida, em todas as suas manifestações, não provém da mão de um criador, mas origina-se no processo de sobrevivência do mais apto. Dessa forma, Darwin revelou quem era o seu deus. Numa carta escrita a um amigo, ele chegou a denominar e escrever com todas as letras: “Minha divindade ‘a seleção natural’”.[4]
Darwin expressou suas concepções religiosas numa carta que escreveu quando já estava velho e doente:
A ciência não tem nada a ver com Cristo, exceto na maneira pela qual a pesquisa científica torna o homem mais cauteloso em reconhecer a evidência. Quanto a mim, não creio que tenha existido alguma revelação. No que diz respeito à existência de uma vida futura, cada ser humano deve julgar, por si mesmo, entre probabilidades remotas e conflitantes.[5]
Não é de admirar que ele tenha escrito o seguinte:
Nessa época, ou seja, entre 1836 e 1839, eu gradativamente chegara à compreensão de que o Antigo Testamento não era mais confiável do que os livros sagrados dos hindus [...] Aos poucos, passei a desacreditar no cristianismo como uma revelação divina [...] Assim a descrença lentamente penetrou em mim até que me tomasse por completo. O processo foi tão devagar que nem cheguei a sentir angústia.[6]
Há pouquíssima evidência, para não dizer nenhuma, de que Darwin tenha mudado de idéia. O caminho que ele percorreu está descrito em Romanos 1.21-23:
“Porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis”.
Deus criou todas as pessoas com um conhecimento nato sobre Ele. Porém, devido ao fato de que o ser humano se dispôs contra Deus, as pessoas O rejeitam e passam a fabricar suas próprias divindades para adorar. Os seres humanos são instintivamente adoradores, contudo muitos adoram ídolos. O declínio de Darwin, ao deixar de professar o cristianismo para se tornar o pioneiro da evolução, tem atraído muitos seguidores. Não há nada mais conveniente do que substituir a consciência do Deus único e verdadeiro pelo postulado divino da seleção natural.

O Caráter da Teologia da Evolução

O deus da evolução é a estupenda força da natureza que, segundo se supõe, conduz gradativamente todos os seres vivos ao aperfeiçoamento. Essa divindade é impessoal, complacente e isenta dos constrangimentos inerentes a um relacionamento pessoal. Ninguém faz orações ao deus da seleção natural. Embora os livros didáticos não definam a doutrina da teologia da evolução, seus contornos e pontos culminantes podem ser identificados de três maneiras.
Em primeiro lugar, a teologia da evolução forma a base para o dogma do humanismo secular, segundo consta no Manifesto Humanista I e Manifesto Humanista II. O documento do Manifesto Humanista I, escrito em 1933, inicia com uma conclamação para a necessidade de se criar uma nova religião que se adapte à era vindoura. Seus dois primeiros pilares de fé consideram “o universo como auto-existente e não criado” e propõem que o ser humano “é uma parte da natureza, o qual surgiu como resultado de um processo contínuo [i.e., evolução]”.[7]
Ao partir do pressuposto de que o ser humano é simplesmente um “animal superior”, o estudo do comportamento animal interpreta elementos de equivalência para o comportamento humano.

Quarenta anos mais tarde, em 1973, acrescentou-se ao documento a necessidade de se depositar fé no progresso humano, apesar do surgimento do nazismo e de outros regimes totalitários que emergiram após a primeira edição do Manifesto Humanista em 1933:
Os humanistas ainda crêem que o teísmo tradicional, particularmente a fé no Deus que ouve orações e que, supostamente, ama e cuida das pessoas, escuta e entende suas orações, e que é capaz de fazer algo em favor delas, é uma fé reprovada e obsoleta. O salvacionismo [...] ainda se mostra nocivo, distraindo as pessoas com falsas esperanças de um céu após a morte. Mentes racionais confiam em outros meios para sobreviver [...] Nenhuma divindade nos salvará; temos que nos salvar a nós mesmos.[8]
A religião dos humanistas é a fé na evolução e, para eles, somente os mais aptos sobreviverão.
Em segundo lugar, Darwin acreditava que a moralidade se originou a partir do mesmo processo que originou todos os seres vivos, a saber, através daquilo que ele admitiu ser o seu deus, a seleção natural. Na luta pela sobrevivência, vencem os mais aptos pelo simples fato de que esses demonstram elevados valores morais, não necessariamente valores corretos. Portanto, a moralidade depende de determinada situação e não possui nenhum fundamento externo que regule aquilo que é certo ou errado.
A maioria dos cientistas sociais considera a seleção natural como a doutrina fundamental que orienta suas pesquisas no campo da moralidade. Ao partir do pressuposto de que o ser humano é simplesmente um “animal superior”, o estudo do comportamento animal interpreta elementos de equivalência para o comportamento humano. “As ciências biológicas continuam a revelar novas descobertas sobre a natureza dos seres humanos em sua relação com o restante do mundo animal”.[9] Tal mentalidade gera uma ética situacionista e uma moralidade que se baseia no momento. Não é de admirar que nos Estados Unidos se leia nos adesivos de pára-choque dos carros os dizeres: “Não fique surpreso se nossos filhos agirem como animais, já que eles aprenderam que são descendentes destes”.
Em terceiro lugar, alguns teólogos desejam fazer a união da evolução com o Deus da Bíblia. Leia estas palavras de acomodação:
Uma visão de futuro biblicamente inspirada oferece uma estrutura mais adaptável tanto para a ciência evolutiva quanto para a busca religiosa por significado [...] Em vez de atribuir a Deus um plano “inflexível” para o universo, a teologia evolucionista prefere considerar a “visão” de Deus para o mesmo [...] O Deus da evolução não determina as coisas de antemão, nem egoisticamente esconde apenas para Si a alegria de criar. Pelo contrário, Deus compartilha com todas as criaturas da própria abertura destas quanto a um futuro indeterminado.[10]
Mais uma vez, o ser humano cria um deus à sua imagem e semelhança. Faça uma comparação com aquela época caótica do período dos Juízes em Israel, quando “...cada um fazia o que achava mais reto” (Jz 21.25).

O Resultado da Teologia da Evolução

Os riscos são altíssimos nessa batalha; as conseqüências são vida eterna ou morte eterna. O capítulo 17 do livro de Atos descreve o modo pelo qual o apóstolo Paulo lutou uma batalha semelhante em Atenas, que era o centro da filosofia e cultura grega no primeiro século. Paulo andou pela cidade de Atenas e percebeu uma abundância de templos dedicados a muitos deuses. Ele abordou os filósofos no Areópago mencionando a religiosidade do povo ateniense. Paulo usou com perspicácia a realidade do altar dedicado “Ao Deus Desconhecido” para prosseguir seu discurso e explicar a verdade bíblica sobre esse Deus – o Deus verdadeiro.
Entretanto, para que pudesse proclamar o evangelho de Jesus Cristo, Paulo antes tinha que demolir a concepção grega das origens. Naquele dia, Paulo estava diante de filósofos das escolas estóica e epicurista, “duas eminentes correntes filosóficas greco-romanas que eram essencialmente evolucionistas”.[11]
O apóstolo Paulo começou a desmantelar o ponto de vista evolucionista e politeísta de seus ouvintes ao mencionar, por três vezes, a atividade criadora de Deus:
“O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas. Nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais; de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação” (Atos 17.24-26).
Somente depois de construir uma perspectiva da criação baseada no relato do livro de Gênesis, Paulo pôde pregar a mensagem sobre Jesus Cristo e o julgamento eterno.
Satanás encontrou um meio de convencer a humanidade de que as pessoas são produto de uma força evolutiva impessoal e que, portanto, elas não são responsá­veis perante qualquer ser divino.

O plano de Satanás é tremendamente sagaz; ele encontrou um meio de convencer a humanidade de que as pessoas são produto de uma força evolutiva impessoal e que, portanto, elas não são responsáveis perante qualquer ser divino. O conflito não é simplesmente acerca das origens, mas acerca dos destinos.
Os crentes em Cristo nunca devem permitir que os defensores da evolução mantenham a batalha no âmbito da ciência. Trata-se, em última análise, de uma guerra religiosa que envolve fé, valores morais e adoração. Os cristãos adoram o Deus que criou todas as coisas, “Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo” (2 Co 4.6). Devemos nos unir aos seres celestiais em louvor a Deus, dizendo:
“Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas” (Apocalipse 4.11). (William L. Krewson - Israel My Glory - http://www.chamada.com.br)
William L. Krewson é professor do Instituto de Estudos Judaicos de The Friends of Israel na Philadelphia Biblical University (EUA).
Notas:
  1. Michael Ruse, Darwinism Defended: A Guide to the Evolution Controversies, Reading, MA: Addison-Wesley Publishing, 1982, p. 322.
  2. Mary Midgley, Evolution as a Religion, Edição Revisada, Nova York: Routledge, 2002, p. viii.
  3. Francis Darwin, org., The Autobiography of Charles Darwin and Selected Letters, Nova York: Dover Publications, 1958, p. 249.
  4. Francis Darwin, org., The Life and Letters of Charles Darwin, Nova York: Basic Books, 1959, 2:165.
  5. Ibid., 1:277.
  6. Darwin, org., The Autobiography of Charles Darwin and Selected Letters, p. 62.
  7. Humanist Manifesto I, publicado no site: www.americanhumanist.org/about/manifesto1.html.
  8. Paul Kurtz, org., Humanist Manifestos I and II, Buffalo, NY: Prometheus Books, 1973, p. 13, 16.
  9. Carl N. Degler, In Search of Human Nature: The Decline and Revival of Darwinism in American Social Thought, Nova York: Oxford University Press, 1991, p. 327.
  10. John F. Haught, God After Darwin: A Theology of Evolution, Boulder, CO: Westview Press, 2000, p. 190-191.
  11. Henry M. Morris, The Long War Against God, Grand Rapids: Baker Book House, 1989, p. 211. Na discussão do tema (p. 211-218), Morris faz menção da obra intitulada Timaeus, da autoria de Platão, que revela uma antiga explicação das origens com base no acaso (c. 400 a.C.).

Governo quer criar cota para que escolas tenham professor gay; Pr. Silas comenta


O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) denunciou na última quarta-feira (17), no Plenário da Câmara, uma proposta do PT de criar cotas para professores gays em escolas do 1º grau.

Bolsonaro, que chegou a citar a enérgica atuação do pastor Silas Malafaia na luta contra os privilégios da comunidade LGBT, afirmou que o projeto é apoiado pela presidente Dilma Rousseff e propõe que cada escola pública do ensino fundamental tenha um número mínimo de vagas no corpo docente reservado para professores homossexuais.
O deputado protesta, também, contra a eleição do candidato Fernando Haddad (PT-SP) à prefeitura de São Paulo, já que o mesmo tem como plataforma política a briga pelos direitos homossexuais, sendo ele um dos responsáveis pela criação do polêmico kit gay.
Assista ao vídeo e, em seguida, o comentário do pastor Silas Malafaia

Pr. Silas Malafaia comenta
Desde de 2006 que eu tenho empreendido uma luta não contra pessoas, mas por questões de princípios e ideais em relação ao que os ativistas gays querem implantar a todo custo na sociedade brasileira. Nós, evangélicos, não queremos impedir ninguém de ser gay, e muito menos discriminá-los na sociedade. Mas dar privilégios e concordar com a desconstrução da família, isto nós não vamos aceitar. Vejam senhores, neste vídeo, o deputado Jair Bolsonaro denunciando o plano nacional dos direitos LGBT promovido pela secretaria dos direitos humanos, comandada por Maria do Rosário. Alguns absurdos entre tantos e se você quiser saber de todos entre no site da secretaria. Vou salientar:
1. Criação de cotas para professores gays. Que absurdo!
2. Desconstrução da heteronormatividade. Isto é, um homem e uma mulher e seus filhos chamado da família nuclear, que é a base da sociedade, não pode mais ser assim.
3. Impedir livros “homofóbicos” para as crianças. O que isto quer dizer é que se aparecer uma família somente com a figura de homem e mulher, isto é “homofobia”. Tem que ter dois homens, ou duas mulheres. E vai por aí a fora…
Pergunto a você: o que nós, povo de Deus, queremos para as gerações futuras? Vamos aceitar que as crianças nas escolas públicas sejam ensinadas que uma família heterossexual é igual a uma família homossexual? Que o individuo já nasce gay?
Toda historia da civilização humana está sustentada na família formada por um homem, uma mulher e seus filhos. Isto é antropológico, sociológico e teológico. Vamos ver o que vai acontecer com as gerações futuras com esta quebra de paradigma que Deus instituiu para o bem estar da sociedade. Vamos nos calar?! Até quando?! Onde estão os líderes evangélicos e o povo de Deus, que fingem que não está acontecendo nada, como se isso fosse uma guerrinha pessoal do Pr. Silas Malafaia? E pasmem os senhores, que existem sites e blogs ditos evangélicos que debocham de minhas posições e, no cúmulo do absurdo, dizendo que eu faço isso para conquistar notoriedade. Lamento dizer: ESTÃO A SERVIÇO DE SATANÁS NA DESCONSTRUÇÃO DA ESTRUTURA SOCIAL MAIS IMPORTANTE PARA O SER HUMANO. A mais de 30 anos estou na televisão marcando posições que estão de acordo com os princípios estabelecidos por Deus e fazendo defesa da fé. A maioria dos meus críticos nem nascidos eram, e eu estou perguntando a eles: O QUE VOCÊS ESTÃO FAZENDO EM RELAÇÃO AO REINO DE DEUS? QUAL A PRÁTICA PECAMINOSA QUE QUER PERTURBAR TODA A VIDA HUMANA, QUE VOCÊS ESTÃO COMBATENDO? Eles aparecem agora por causa da internet, e a única obra fantástica que eles sabem fazer é criticar os que estão fazendo.
Meus amados, não vamos abrir mãos dos nossos princípios. Lembremos da palavra de Deus:
Efésios 5:13
Mas todas estas coisas se manifestam, sendo condenadas pela luz, porque a luz tudo manifesta.
Agradeço a Deus por você, que tem discernimento espiritual e, dentro da sua possibilidade e espaço, tem combatido o pecado. O que você está fazendo pode parecer pequeno a seus olhos, mas eu declaro: VOCÊ ESTÁ FAZENDO UMA GRANDE OBRA! Deus conhece seu coração e possibilidades. Obrigado por sua combatividade, apoio, e intercessão em meu favor. Não sou perfeito, tenho erros e limitações, mas como você, estou combatendo o bom combate.

O pregador do evangelho

Prof. Anísio Renato de Andrade


Como anunciar a palavra de modo atraente e eficaz
Todo convertido pode anunciar o evangelho, mas nem todos se dedicarão a essa função de modo específico e exclusivo. Todos podem pregar, mas o verdadeiro evangelista fará melhor e obterá melhores resultados.
O ministério evangelístico assemelha-se ao trabalho de um vendedor, embora não estejamos vendendo a palavra de Deus. Em ambos os casos, encontraremos questões de habilidade, talento e eficiência.
O pregador, por maiores que sejam seus conhecimentos gerais, precisa conhecer profundamente a palavra de Deus, a bíblia.
Além do conhecimento bíblico e das técnicas de oratória, o fator atraente da pregação envolve dois elementos: dom e unção.
Se não fosse assim, qualquer pessoa poderia se tornar um grande evangelista. Sabemos, porém, que Deus deu esse dom a algumas pessoas (Ef.4.10-11). Quem não o tiver poderá se esforçar muito, sem conseguir o resultado desejado, ou então poderá pedir ao Senhor que lhe dê o dom.
O dom pode até suprir a falta das técnicas de oratória, mas não costuma substituir o conhecimento bíblico. Não se pode usar o dom como desculpa para a negligência.
O talento do pregador não é tudo o que ele precisa para ser eficaz, pois, se assim fosse, o indivíduo poderia se desviar do evangelho e usar o mesmo dom para propagar outro tipo de mensagem.
Comparemos o dom a um aparelho de rádio. Ele tem todos os componentes necessários para funcionar. Porém, isso só vai acontecer se estiver sintonizado à emissora. Assim, nosso dom vai funcionar perfeitamente, vamos ser porta-vozes de Deus, na medida em que estivermos ligados ao Senhor. O resultado vai ser a unção em nossa pregação e, por conseqüência, o fruto.
"Estar sintonizado" envolve oração, jejum e abstinência do pecado. Quando pecamos, estamos sintonizados em "outra emissora" e, ainda que falemos as palavras de Deus, elas não estarão vindo direto da boca de Deus.
Na pregação, existem dois elementos importantes: a mensagem e o mensageiro. A mensagem, por melhor que seja, pode ser destruída por um mensageiro mal preparado ou inadequado. Imagine se o repórter de um telejornal aparecesse com uma camiseta rasgada e com o cabelo despenteado. Isso influenciaria na receptividade de sua mensagem. O mensageiro precisa ter reputação e comportamento que inspirem credibilidade.
Voltando à figura do vendedor, sua eficiência será maior na medida em que ele conhecer o seu produto, tanto na teoria quanto na prática. Se ele mesmo usa e gosta do produto, seu entusiasmo vai contagiar o cliente. Da mesma forma, se o pregador fala sobre o evangelho, mas não existe entusiasmo em sua voz, se não existe paixão nem comprometimento, isso vai enfraquecer sua mensagem.
Além de tudo isso, acrescente-se o valor do exercício. Quanto mais você pregar, melhor pregador você será.

Download E-book Penetrado pela Palavra do Pastor John Piper

Penetrado pela Palavra é um devocional que oferece 31 meditações com temas peculiares e relevantes, como por exemplo : "Como ser um refúgio para seus filhos"; "Como beber suco de laranja para a glória de Deus" e "Suportando a dor da vergonha".


Essas meditações conduzem- nos a uma compreensão mais profunda acerca de Deus e a termos comunhão com Ele. Mais ainda, John Piper mostra-nos que o meditar na poderosa Palavra de Deus pode afetar cada aspecto de nossa vida.


Em parceria com Editora Fiel.

Pérolas Diárias (de Wim Malgo)

"Se alguém vem a mim, e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo." Lucas 14.26


Como já dissemos, o nome Jordão significa "descer". Mas ele ainda tem um segundo significado, ou seja, "separação". O Jordão separava o povo de Israel do deserto. Quando Israel atravessou este Jordão da morte, deixou para trás sua vida no deserto – uma representação da cruz. Nada nos separa tão radicalmente do deserto da nossa velha vida como o ato de atravessar este Jordão da morte, a confissão sincera: "Estou crucificado com Cristo." Paulo testificava que pela cruz estava separado de tudo: "Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo."
Aquele que não se identificar com a morte de Jesus separando-se de todas as coisas deste mundo, não será capaz de entrar na plenitude de Deus. É impressionante ver a incapacidade de muitos filhos de Deus. Eles param diante do Jordão. Querido leitor, atravesse hoje o Jordão da morte, aceite este caminho, o caminho do Cordeiro, o caminho da morte, e diga face a face com o Senhor: "Senhor, eu concordo em morrer contigo e abro mão de seguir meu próprio caminho".

Extraído do livro "Pérolas Diárias" (de Wim Malgo)

Os Heróis da Fé - Pr. Anísio Renato de Andrade

Exemplos do passado para os crentes do presente

Ao escrever a carta aos Hebreus, seu autor estava diante de um desafio: mostrar aos judeus convertidos a superioridade do cristianismo em relação ao judaísmo. A religião do Antigo Testamento era muito vinculada a questões visíveis, objetos sagrados, lugares santos e pessoas especiais. Tudo isto era coerente com aquele estágio da revelação divina. O evangelho, porém, transfere a ênfase para o invisível, acessível por meio da fé. Os destinatários daquela carta precisavam se desvincular, em certo sentido, de toda aquela herança palpável, sob pena de ficarem presos a um estágio que já deveria ter sido superado. Tudo aquilo funcionaria como uma âncora que, embora tenha sido útil no passado, tornava-se impedimento ao progresso espiritual. O desapego era necessário para que aqueles irmãos pudessem alcançar um novo nível em suas experiências com Deus.
Imagem do Blog blogdointercessor.blogspot.com.br

Para fundamentar sua argumentação de que a fé é superior e por ela viverá o justo (Heb.10.38), o autor apresenta, no capítulo 11, uma lista de personagens do Antigo Testamento, demonstrando que eles também dependeram da fé em seu relacionamento com Deus, tornando-se justos diante dele (11.7). É de especial importância o fato que as primeiras pessoas da lista viveram antes que houvesse o judaísmo, a lei mosaica, o templo e seus rituais.

Visível ou invisível – viver por vista ou por fé.

O capítulo apresenta um confronto entre o visível e o invisível. Em alguns casos, o invisível refere-se ao que é espiritual (11.6), em outros, trata-se daquilo que ainda não existe ou ainda não foi alcançado. Portanto, os servos de Deus dependeram da fé e por meio dela foram capazes de esperar o que Deus prometeu ou caminhar na direção determinada por ele (11.1).

As circunstâncias poderiam atrair o foco dos personagens para o presente visível, fosse o problema imediato (a esterilidade de Sara, por exemplo – v.11) ou o benefício imediato (tesouros do Egito – v.26). Era preciso ousadia e determinação para prosseguir em direção ao futuro planejado por Deus.

Nós também vivemos esse confronto a cada dia, correndo o risco de sermos dominados pelas tribulações e tentações da realidade visível, muitas vezes contrária ao que cremos e esperamos.

Visível e invisível se encontram em Hebreus 11, versos 1, 3, 6, 7, 8, 13, 20, 21, 22, 26, 27.

Esperar ou agir?

Os heróis da fé souberam esperar e agir. A vida de fé sempre se caracteriza por estas duas atitudes, opostas entre si. Existe tempo de espera e tempo de ação. Que Deus nos dê sabedoria para discernir um do outro. É como acontece no trânsito de automóveis: existe o tempo de avançar e o tempo de parar, dependendo dos sinais ou condições da via. Que o Senhor nos ajude a compreender sua direção e seus sinais.

Hebreus 11 contém o conceito de “herança”, que pressupõe a espera (v.7, 8, 9). A pressa, a precipitação e o imediatismo são contrários à fé. Por outro lado, o comodismo e a inércia também são. É preciso saber identificar o momento certo e então agir.

O homem moderno é cada vez mais impaciente, desejando resultados instantâneos, mesmo que não sejam duradouros. Esse tipo de atitude não combina com uma vida de fé.

Atitudes de espera são citadas ou subentendidas em Hebreus 11.1, 7, 8, 9, 10, 11, 28, 30. Porém, o que mais se destaca no capítulo é a ação dos personagens. Fé bem direcionada.

A maioria das pessoas afirma ter fé, mas é preciso saber em quê elas acreditam. Há que se observar que a fé daqueles homens era em Deus (Heb.11.6). Aquele capítulo não serve para se justificar a fé em qualquer coisa, pessoa, espírito ou santo, mas uma crença corretamente direcionada.

Diversidade de personagens.

A lista envolve homens (v.4, 5, 7, etc), mulheres (v.11), solteiros (v.24), casados (v.8), crianças (v.23), jovens (v.9), adultos (v.24), idosos (v.21, 22), ricos (v.8) e pobres (v.31). Lemos sobre a experiência de maridos (v.7, 8), esposas (v.11, 35), filhos (v.17), patriarcas (v.8, 20, 21, 22), juízes (v.32), profetas (v.32) e um rei (v.32). Há episódios envolvendo pais e filhos (v.20), avôs e netos (v.21), líderes (v.24, 32) e o povo (v.29). São vivências individuais, familiares e coletivas, chegando a envolver toda a nação de Israel. Para não se dizer que o capítulo é estritamente judaico, temos ali uma mulher cananéia: Raabe, a meretriz.

Abel, Enoque e Noé também não eram judeus. Com isso se demonstra que não existe uma exclusividade nacional no relacionamento com o Senhor.

Tal variedade nos permite concluir que há lugar para todos os tipos de pessoas no reino de Deus. Jacó e Raabe são exemplos de pessoas com problemas de caráter e comportamento, mas que creram em Deus e foram transformados por ele.

Nenhum de nós deve pensar que está excluído da possibilidade de ter uma experiência gloriosa com o Senhor pela fé, pois ele chama a todos, não fazendo acepção de pessoas (At.10.34).

Crise é oportunidade

Muitos dos exemplos citados em Hebreus 11 envolvem crises que, atravessadas com fé, foram transformadas em grandes vitórias. Se a vida daqueles homens tivesse sido absolutamente tranquila, seus nomes não estariam na galeria da fé.

Diante de problemas graves (v.11) e obstáculos humanamente intransponíveis (v.30), insuperáveis, eles perseveraram, avançaram e venceram.

Moisés se destacou, sendo citado em vários versículos (v.23-29). Enfrentou vários desafios, em diferentes fases da vida, em lugares e situações diversas. Resultado: várias superações. Temos, em seu exemplo, particularidades da formação de um grande líder.

Todos os heróis da fé enfrentaram muitas dificuldades. Por isso tiveram grandes experiências e, em cada uma delas, conheciam o Senhor um pouco mais.

Portanto, aceitemos de bom grado as nossas lutas, pois elas se tornam nossas únicas e óbvias oportunidades de vitória. Não quero dizer que devamos acomodar diante dos problemas, mas enfrentá-los como fatos necessários na vida, desde que não sejam causados por nós mesmos.

Se existe um tipo de oração errada, contraditória e que Deus não atende é esta: “Senhor, evita todo tipo de tribulação na minha vida e faz com que eu seja um cristão maduro, forte e experiente”.

Como alguém pode ter músculos bem desenvolvidos sem o levantamento de pesos? Por outro lado, não podemos provocar crises por nossa própria iniciativa. Seria como pular do pináculo do templo para que os anjos nos segurem (Mt.4.6).

É importante frisar também que a crise não adquire aspectos positivos automaticamente. Isto depende de como nos comportamos diante dela, se somos passivos, se agimos por conta própria ou de acordo com a orientação de Deus. Por exemplo, Noé venceu o dilúvio porque seguiu as instruções divinas (Heb.11.7).

Na água, pode-se afundar ou flutuar. São dois fatos opostos, mas ambos obedecem às leis físicas. Assim, na mesma situação em que alguns afundam, outros flutuam porque realizam procedimentos concretos derivados da fé. Estão vivendo de acordo com uma lei superior, a lei do espírito de vida (Rm.8.1-2). Há quem se afogue num balde d’água e quem sobreviva sobre o oceano.

OS HERÓIS DA FÉ

Suas vitórias estavam fundamentadas na palavra de Deus.

“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem” (Heb.11.1), mas ela também possui um fundamento: a palavra de Deus (Rm.10.17). Caso contrário, pode-se estar crendo em coisas invisíveis inexistentes que são apenas fruto da imaginação humana.

A fé legítima é aquela que nasce da palavra. De nada adianta crermos em algo simplesmente porque queremos, mas, se cremos porque Deus falou, então temos motivo suficiente e seguro para crer. Nossos pedidos particulares só poderão ser atendidos, se forem coerentes com a palavra de Deus (IJo.5.14-15) e com o seu propósito específico para cada um de nós.

Assim como a fé percorre todo o capítulo 11 de Hebreus, o mesmo ocorre com a palavra de Deus. Ela está ali, o tempo todo, como um pano de fundo para os fatos narrados.

Vejamos alguns exemplos:

- A fé de Noé estava fundamentada na palavra: no aviso de Deus a respeito do dilúvio (v.7).

- A fé de Abraão estava fundamentada na palavra de Deus: no chamado, na ordem e na promessa (v.8).

- A fé de Sara foi estabelecida sobre a mesma palavra: a promessa (v.11). Vemos que a palavra de Deus assume diversas formas: aviso, ordem, chamado, promessa, etc. Devemos ser cuidadosos para não rejeitarmos o aviso, não desobedecermos a ordem e não desprezarmos o chamado. Todos querem as boas promessas, tomando-as até por empréstimo na bíblia, mas não devemos ser seletivos quanto à aceitação do que Deus nos fala, pois isto seria prejudicial à nossa fé e à nossa experiência, mesmo porque o cumprimento de muitas promessas está condicionado à obediência às ordens que o Senhor nos dá.

Podemos dizer que todos os heróis da fé andaram sobre a promessa. Esta é a palavra de Deus que permeia todo o capítulo (v.9, 11, 13, 17, 33, 39). É sobre a palavra que tudo acontece para os que crêem. Assim, a fé opera no sentido de cumprir a vontade de Deus e não os caprichos humanos.

O valor da palavra nos lembra o valor do conhecimento. A ignorância produz medo e superstição, mas o conhecimento da palavra produz a verdadeira fé. Para que isto aconteça, precisamos receber a palavra e uma das principais formas de fazê-lo é pelo ouvir (Rm.10.17). Os que negligenciam o ouvir impedirão seu crescimento na fé (Heb.5.11-14).

Deus falou a sua palavra, mas quem a ouviu? Quem deu crédito? (Is.53.1; Rm.10.16).

Diante de um fato/crise, que pode ser ilustrado pelo dilúvio, o ignorante (que desconhece a palavra de Deus) torna-se vítima. O conhecedor incrédulo e o crente negligente, omisso e passivo também são destruídos. Não adianta conhecer sem crer ou crer sem decidir, sem agir.

A fé dos pais em benefício dos filhos.

Na maioria dos exemplos citados em Hebreus 11, a fé e o ato mencionado pertencem à mesma pessoa. Contudo, a primeira citação sobre Moisés traz detalhes interessantes: Pela fé, Moisés foi escondido por três meses (v.23). Nesse caso, a fé era de seus pais. O relacionamento dos pais com Deus torna-se proteção para os filhos até que eles possam crer por si mesmos (v.24), fazer suas escolhas (v.25), identificar os verdadeiros valores da vida (v.26) e renunciar às ofertas deste mundo (v.27).

O contrário também é verdade. A incredulidade dos pais sujeita os filhos a danos diversos neste mundo (embora não impeça a salvação dos pequenos que ainda não atingiram a idade da razão).

O texto do verso 23 poderia ser assim: “Pela fé, os pais de Moisés não o esconderam. Saíram com ele pelas ruas do Egito, não temendo a ira do rei”. É claro que esse “versículo” não existe. Uma suposta ousadia motivada pela fé poderia produzir um ato de loucura. A fé não dispensa prudência e sabedoria. Não pregamos uma fé inconsequente. Algumas vezes o confronto é inevitável, mas nem sempre é este o caso. Que Deus nos dê sabedoria para discernir entre uma e outra situação.

O capítulo nos mostra também a fé do avô Jacó em benefícios de seus netos: Efraim e Manassés (Heb.11.21; Gn.48.1).

A fé deve ser demonstrada pela ação.

Assim como a fé e a palavra de Deus, a ação humana percorre todo o capítulo 11 de Hebreus.

É uma grande honra ter o nome citado na galeria dos heróis da fé (uma lista de pessoas aprovadas por Deus), mas muitas figuras do Antigo Testamento não foram lembradas. Qual foi o método do autor para selecionar os personagens ali mencionados? Alguém poderia responder que o critério foi a fé de cada um deles. Contudo, sabendo que não se pode ver ou medir a fé, concluímos que os nomes foram escolhidos de acordo com suas ações, realizações, conquistas ou resistência, as quais serviram como inequívocas provas de sua fé.

Não importa quanto cremos, se nada fazemos. A fé é como o amor. Ambos precisam ser expressos em atitudes e ações, mais do que em palavras. Caso contrário, serão questionáveis, colocados em dúvida. Por isso, escreveu Tiago: “A fé sem obras é morta” (Tg.2.26).

A fé é como dinheiro no banco. Enquanto não for usado, não terá utilidade real. Sabemos que “sem fé é impossível agradar a Deus” (Heb.11.6), mas isto não significa que agradaremos a Deus apenas com a fé. Ela deve ser acompanhada pela obediência ou ação espontânea. O mesmo versículo 6 diz que Deus é o galardoador dos que o “buscam”, e não apenas dos que nele crêem. Vejamos alguns exemplos:

Pela fé, Abel agiu, trazendo uma oferta (v.4); Enoque andou com Deus (v.5); Noé construiu a arca (v.6); Abraão saiu de sua terra (v.8) e, mais tarde, ofereceu Isaque (v.17). Pela fé, Isaque abençoou seus filhos (v.20); Jacó abençoou seus netos e adorou ao Senhor (v.21). Pela fé, José profetizou a saída de Israel do Egito (v.22). Pela fé, Moisés recusou ser chamado filho da filha de Faraó (v.24). Pela fé, Moisés celebrou a páscoa e deixou o Egito (comemoração antes da libertação? Somente pela fé) (v.27, 28). Pela fé, Israel atravessou o Mar Vermelho (v.29). Pela fé, Josué conquistou Jericó (v.30). Pela fé, Raabe acolheu os espias (v.31). Outros venceram reinos, praticaram a justiça, etc (v.33).

Cuidado com a tentação de acreditar em tudo e não praticar coisa alguma. Muitos acreditam na bíblia, mas não a lêem. Acreditam na importância do jejum, mas não jejuam, também não ofertam, não ajudam, não trabalham. É um tipo de fé vazia e improdutiva, uma forma de enganar a si mesmo.

A fé é invisível, mas precisa produzir resultados visíveis. A fé é espiritual, mas precisa surtir efeitos na vida natural. Só assim haverá um testemunho útil da nossa experiência com Deus.

Não se trata de uma supervalorização das obras, nem de considerá-las motivadoras da salvação, mas apenas de tratá-las como importantes enquanto resultados concretos e necessários da fé.

A crença em Deus deve ser acompanhada por atitudes coerentes.

A fé relaciona-se à ação, mas não apenas a atos isolados. Deve estar vinculada a um modo de vida coerente. O capítulo destaca alguns elementos éticos que precisam acompanhar a fé.

De fato, a fé daqueles personagens sempre estava acompanhada por outras virtudes. A fé não dispensa uma vida correta. Isto não significa que ela ocorra apenas no coração dos puros e inocentes. Entretanto, seu resultado deverá ser a purificação daqueles que a possuem.

Observamos a questão ética, por exemplo, quando Moisés recusou ser chamado filho da filha de faraó, escolhendo sofrer com o povo de Deus, considerando o vitupério de Cristo mais precioso do que os tesouros do Egito. Estamos, portanto, falando de valores e prioridades definidos com base na fé e no compromisso com Deus.

Ações divinas

Assim como temos ações humanas acompanhando a fé em todo o capítulo 11 de Hebreus, o mesmo ocorre com as ações divinas. Deus age na vida daqueles que crêem e se colocam em ação pela fé. Algumas vezes, a ação do Senhor está oculta no episódio, devendo ser subentendida (v.29, 30, 33, 34, 35).

Temos, portanto, a sequência: Deus fala, o homem crê, o homem age, Deus age. O Senhor trabalha a favor daqueles que crêem (Is.64.4).

Sem as ações divinas, as ações humanas seriam insuficientes, insignificantes, ineficazes, inúteis.

Vejamos alguns atos de Deus em Hebreus 11:

- Deu testemunho sobre Abel (v.4).
- Trasladou Enoque (v.5).
- Deu um filho a Abraão e Sara (v.11).
- Preparou uma cidade (v.16).
- Abriu o mar (v.29).
- Derrubou os muros de Jericó (v.30).
- Ressuscitou os mortos (v.35).
Em todos os episódios citados no capítulo, a ação humana envolve o que é possível. Em seguida, Deus faz o impossível. No caso de Jericó, por exemplo, o povo podia rodear a cidade. Logo, deveria fazê-lo porque Deus mandou. O Senhor poderia ter dito: “Ficai em vossas tendas dormindo, enquanto eu derrubarei as muralhas”. De modo nenhum. Não devemos pensar que Deus fará tudo sozinho. Ele quer a nossa participação, dentro das nossas possibilidades e, principalmente, de acordo com o que ele nos ordenou.

Diversidade de experiências.

O texto de Hebreus 11 menciona situações diversas, das mais simples (v.9) às mais complexas (v.34), envolvendo a fé, mostrando vários aspectos da vida, para não ficarmos restritos a algum deles em nosso relacionamento com Deus. Seguiremos apenas o exemplo de Abel? Tudo se resume à oferta? De modo nenhum. É preciso aprender também com os outros personagens. Isso nos mostra que Deus está atento a tudo, desde as situações mais comuns até as mais desafiadoras.

Observamos também que Deus não opera sempre da mesma maneira. Alguns fatos ocorridos pela fé são semelhantes. Outros são bem diferentes. Noé e sua família, dentro da arca, flutuaram sobre a água (v.7). Israel, porém, atravessou em terra seca no meio das águas.

Alguns, pela fé, escaparam da morte: Enoque (v.5), Noé e sua família no dilúvio (v.7), Israel no mar vermelho (v.29), Raabe em Jericó (v.31). Outros, porém, pela mesma fé, enfrentaram a morte, ou seja, foram mortos (v.37).

Alguns, por terem crido, escaparam do fio da espada (v.34). Outros, pela mesma fé, foram mortos ao fio da espada (v.37). Alguns, pela fé, foram libertos (v.29). Outros foram presos (v.36). Alguns foram visivelmente vitoriosos (v.34), enquanto outros foram, aparentemente, derrotados (v.36-37). Os versículos podem parecer contraditórios, mas não são.

Talvez quiséssemos um padrão, mas Deus age de acordo com a necessidade e, principalmente, com o seu propósito. Por exemplo, há quem pregue que todo filho de Deus deve ser materialmente rico, mas a bíblia não ensina tal coisa. Não existe um padrão bíblico a este respeito.

Outra aparente contradição em Hebreus 11 é que alguns heróis da fé alcançaram promessas (v.33), mas outros, crentes como os primeiros, não alcançaram (v.13, 39). Isto pode parecer injusto e extremamente frustrante, mas é preciso lembrar que os efeitos da fé não se esgotam na vida terrena. Outro aspecto importante é que as promessas seriam cumpridas na vida dos descendentes, principalmente em Cristo, finalmente na igreja e plenamente na glória celestial.

O principal objetivo da fé é espiritual

A vitória dos heróis da fé não se resume a este mundo. A história de Abel, por exemplo, parece um fracasso: trouxe uma oferta ao Senhor e foi assassinado pelo irmão (v.4).

A história de Abraão também pode parecer decepcionante. Depois de viajar para a terra prometida, não tomou posse dela (v.9). Ficou morando lá em tendas, mudando-se de um lado para outro.

Muitos deles morreram sem alcançar a promessa (v.13), mas foram fiéis até a morte, crendo que o Senhor lhes preparou uma cidade celestial (v.16).

Muitos esperam que a fé lhes proporcione uma vida abastada neste mundo, mas Deus não nos prometeu isso. Precisamos ter os olhos fitos no céu, pensando nas coisas que são de cima (Col.3.1-4), ajuntando tesouros no céu (Mt.6.20), aguardando a nossa entrada na glória celestial, sabendo que não somos deste mundo, assim como Jesus não é.

Toda conquista honesta neste mundo será bem-vinda, como as tendas de Abraão (v.9), mas precisamos estar conscientes de que a nossa pátria não é aqui. As características da tenda, um tipo de moradia provisória, demonstram nossa transitoriedade neste mundo e a fugacidade das coisas terrenas. Somos, aqui, apenas peregrinos, forasteiros (v.13).

Nossa fé precisa ser suficiente para andarmos com Deus neste mundo, como Enoque andou, mas o mais importante será o nosso traslado quando o Senhor nos tomar para si (v.5).

A vitória daqueles homens não estava restrita à vida terrena ou à prosperidade material.

Lendo os versículos 4, 5, 13, 19, 21, 22, 35 e 37 de Hebreus 11, percebemos que o capítulo aponta para um tempo posterior à morte física, apesar de citar também muitas experiências na vida terrena. Observem-se, principalmente, as referências à ressurreição em 19 e 35.

Tal é o alcance da fé. Uma crença circunscrita a este mundo seria algo miserável, como disse Paulo (ICo.15.19).

A transcendência da fé se destaca, por exemplo, quando o autor diz que Abel, depois de morto, ainda fala (v.4). Evidentemente, trata-se de uma figura referente ao testemunho que Abel deixou para a posteridade.

Ao dizer que Jacó, próximo da morte, abençoou seus netos e adorou a Deus (v.21), e que José, também próximo da morte, profetizou (v.22), ficou demonstrado que, em situações adversas e difíceis, eles estavam cheios de fé e não dominados pela tristeza. Quando tudo poderia parecer acabado, eles sabiam que não era o fim.

Efeitos colaterais da fé - sofrimento.

Podemos fazer uma lista dos efeitos positivos da fé apresentados em Hebreus 11, e são estes os que citamos com frequência. Porém, a fé produziu também efeitos negativos, a saber: perdas, perseguições, renúncias, sofrimento e morte. Afinal, a fé precisava ser provada.

Para entrar na arca, Noé precisou renunciar a tudo que ele não pudesse levar consigo. Antes de ganhar um mundo novo, ele precisou renunciar ao mundo antigo. Outros renunciaram às coisas terrenas e seu único ganho foi espiritual. Se isto parecer prejuízo, é por causa da nossa visão distorcida.

Alguns exemplos citados no capítulo são contrários ao triunfalismo e ao tipo de prosperidade proclamada por certas pessoas, como se tudo fosse dar certo sempre, conforme a expectativa humana, para aqueles que crêem.

A mentalidade materialista dominante na atualidade produziria uma “galeria da fé” mais ou menos assim:

“Pela fé, Abel trouxe uma oferta ao Senhor e foi abençoado com a multiplicação de suas ovelhas”.

“Pela fé, Enoque andou com Deus e tornou-se o homem mais rico do seu tempo”. “Pela fé, Noé orou e o dilúvio foi cancelado”.

“Pela fé, Abraão quebrou a maldição da esterilidade de Sara, principalmente depois que separou-se dela e casou-se com Agar”.

“Pela fé, Moisés orou, Faraó converteu, e as dez pragas não vieram sobre o Egito”.

Isto seria o triunfalismo da fé, com tempero humanista e hedonista. Tais frases servem para avaliarmos o tipo de expectativa que alimentamos hoje, como se Deus fosse obrigado a resolver os problemas ao nosso modo.

Pensando assim, parece que os heróis da fé fracassaram, mas sabemos que não. Parece que os relacionamentos com Deus hoje são, geralmente, interesseiros. Devemos ter com o Senhor um relacionamento de filho e pai, um vínculo incondicional, independente de resultados materiais e recompensas terrenas. Em situações extremas, devemos estar certos de que Deus pode nos livrar (Dn.3.17), mas, se ele não quiser (Dn.3.18), será por um propósito maior. Deus pode também, como ocorreu em alguns episódios bíblicos, trazer soluções gloriosas (Dn.3.25; Heb.11.34), embora diferentes do que podíamos imaginar, fora do nosso cronograma e da nossa agenda. O plano de Deus pode ser diferente do nosso, e geralmente é (Is.55.8-9).

Pedro, num momento de influência maligna, teve esse tipo de pensamento triunfalista e repreendeu Jesus acerca da crucificação: “Senhor, de modo nenhum te acontecerá isso” (Mt.16.21-22). Entretanto, um plano que terminaria em ressurreição não poderia evitar a morte.

Deus pode realizar livramentos extraordinários, mas nem sempre o fará. Jesus lembrou-se disso quando estava no Getsêmani (Mt.26.53).

Todos os heróis da fé foram prósperos, vencedores, bem sucedidos, mas não da forma como muitos imaginam. Alguns deles podem não ter tido grandes ganhos na terra, mas sim no céu. O texto diz que Deus é “galardoador dos que o buscam” (Heb.11.6) e o galardão não é dado aqui. Não adianta insistir.

Então, voltemos à realidade de Hebreus 11, que foi gloriosa, embora não tenha sido fácil.

“Outros experimentaram escárnios e açoites, e ainda cadeias e prisões. Foram apedrejados e tentados; foram serrados ao meio; morreram ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, aflitos e maltratados” (Heb.11.36-37).

Sabemos que tais ocorrências se referem ao Antigo Testamento, e alguns podem usar este argumento para alegar que vivemos numa realidade muito diferente, mas não nos esqueçamos dos sofrimentos do apóstolo Paulo, no Novo Testamento, como pertencentes ao mesmo tipo (IICor.11.23-27). Se ele estivesse aqui hoje, ouviria algo assim: “Paulo, você está em pecado. Isto é uma maldição hereditária na sua vida. Você precisa ser liberto”.

Fato é que os muitos servos de Deus, citados em toda a bíblia, sofreram porque assumiram o vitupério de Cristo antes de poderem compartilhar da sua glória (Heb.11.26).

Sofrimentos ocorrem por diversas causas, inclusive pelo pecado, mas, algumas vezes, sofremos pela fé em Cristo. São efeitos colaterais indesejáveis, porém normais, variando de pessoa para pessoa quanto ao tipo e à intensidade. Não podemos pregar um evangelho triunfalista, ilusório, como se a nossa passagem por este mundo fosse isenta de percalços. Muitas lutas nos sobrevirão, seguidas por muitas vitórias, ainda que algumas delas só se concretizem no céu.

A conversão não nos isenta de sofrimentos neste mundo. Alguns sofrimentos terminam e outros começam. É o que acontece, por exemplo, com o desempregado que entra para o exército. Muitos dos seus problemas terminam, mas isto não significa que ele terá uma vida mansa.

A vida de todo cristão é vida de soldado. Hoje pode ser um dia calmo e amanhã um dia de luta. É normal. Os exercícios são constantes e os ferimentos também , mas a vitória final é garantida.

Efeitos colaterais da fé – a contrariedade de muitos.

O heróis da fé agradaram a Deus (v.5, 6). Em contrapartida, desagradaram a muitas pessoas, mesmo que involuntariamente. Não podemos agradar a todos ao mesmo tempo.

Abel agradou a Deus e desagradou a Caim.

A vitória de um torna-se grande contrariedade para o outro, ainda que não haja concorrência entre eles. O problema está no egoísmo, que gera a inveja. Noé desagradou seus contemporâneos com sua pregação.

Abraão desagradou sua parentela, quando saiu de Ur dos Caldeus.

Isaque desagradou Esaú.

Moisés desagradou a filha de Faraó, ferindo, talvez, seus sentimentos de mãe adotiva (v.24).

Moisés desagradou a Faraó, quando tirou Israel do Egito.

Raabe desagradou os emissários do rei, quando acolheu os escribas. Os conquistadores da terra prometida desagradaram seus antigos donos. Outros desagradaram tanto a tantos que sofreram por isso (v.36,37, 38). Aqueles que decidem servir a Deus desagradarão a muitas pessoas, inclusive a si mesmos, sabendo que o propósito de suas vidas é agradar ao Pai celestial (Gal.1.10).

OS HERÓIS DA FÉ

Homens que andaram sobre a promessa, abandonando o passado e conquistando o futuro.

Uma forma interessante de analisarmos o capítulo 11 de Hebreus é observando as informações geográficas, os lugares mencionados ou subentendidos, sejam cidades, nações ou reinos, sendo que alguns deles encontram-se em simbólica oposição.

Abraão precisava renunciar a Ur dos Caldeus para alcançar Canaã. Com o mesmo propósito, Moisés e o povo de Israel precisaram renunciar ao Egito. Chegada a vez de Josué, era preciso destruir Jericó para tomar posse da terra prometida.

Em todos os casos, e também no nosso, o destino final é a pátria celestial, a Nova Jerusalém (Heb.12.22).

Portanto, apliquemos a nós, da mesma forma, a necessidade de renúncia, que significa perda. Subentende-se, também, que é preciso sair do lugar, movimentar-se, caminhar. A vida cristã é um caminho e não um estacionamento.

Não podemos ter tudo ao mesmo tempo: os reinos do mundo e o reino dos céus. Hoje, com a agilidade dos meios de transporte, é possível que alguém tome café da manhã em Jerusalém, almoce em Jericó e jante no Egito. Espiritualmente, porém, não podemos fazer isso, no sentido de aproveitarmos o pecado e a vida cristã ao mesmo tempo.

Deus mandou sair, abandonar, destruir. Não devemos voltar e reconstruir, embora isto seja possível (v.14-15). Nosso caminho com Deus deve ser sem retorno, com passagem só de ida.

Os heróis da fé poderiam voltar (retroceder – Heb.10.39), se quisessem, mas preferiam nem lembrar do lugar de onde saíram (Heb.11.14-15).

Eles superaram expectativas, possibilidades, limites, obstáculos, fronteiras e, principalmente, a si mesmos.

Mudança de cidade, no caso de Abraão, por exemplo, implicaria em mudança de vida, de cultura, interferindo no seu modo de ser, pensar e falar. Assim deve acontecer com os que saem do reino das trevas e entram no reino da luz através da conversão.

A galeria dos fracassados

Sempre se fala a respeito dos heróis da fé listados em hebreus 11, mas o capítulo traz também a relação dos fracassados.

O capítulo contém dois lados, embora sempre vejamos apenas o positivo. Para todo nome vitorioso daquele que venceu pela fé, outros personagens, nos mesmos episódios, fracassaram por não terem fé, ou por não agirem, ou por agirem sem fé.

Vejamos alguns elementos da “nova lista”:

- Caim, que ofereceu uma oferta sem fé (v.4).
- Os contemporâneos de Enoque, que não andaram com Deus (aqueles que o procuraram quando ele sumiu) (v.5).
- Os contemporâneos de Noé que não entraram na arca (identificados no texto como “o mundo” condenado por ele) (v.7).
- Os contemporâneos de Abraão que permaneceram em Ur porque não conheciam a Deus e ficaram fora dos seus propósitos (v.8).
- Esaú, que aparece apenas como figurante em Hebreus 11.20, porque vendeu seu direito de primogenitura. Seu caso é lembrado também em Hebreus 12.16.
- Faraó, aquele que mandou matar os meninos no tempo de Moisés (v.23, 24).
- Os egípcios que se afogaram no Mar Vermelho após a passagem de Israel (v.29).
- Os moradores de Jericó, chamados “desobedientes”, que morreram enquanto Raabe foi salva (v.31).
- Os soldados inimigos que foram vencidos (v.34).
- Os carrascos que mataram os servos de Deus (v.37).

Além das ações motivadas pela fé, o capítulo também faz perceber a omissão, a desobediência e ações malignas realizadas pelos descrentes. Alguns atos merecem destaque: a oferta de Caim (v.4), que parecia tão boa, mas foi rejeitada por Deus, e a tentativa de travessia do Mar Vermelho por parte dos egípcios. Eles tentaram imitar o povo de Deus, mas se afogaram (v.29).

Tais ações sem fé não agradam a Deus. São ineficazes e podem ser prejudiciais. Não se pode colocar fé nas ações, nos rituais, nas palavras, mesmo bíblicas, como se, por si só, pudessem produzir alguma coisa. Toda experiência com Deus relatada em Hebreus 11 está fundamentada em relacionamento, compromisso com Deus. Portanto, os egípcios não conseguiriam atravessar o mar. Da mesma forma, nenhum benefício ou bênção virá do batismo, ceia, oração, jejum, oferta, unção com óleo, louvor ou mesmo da bíblia para aqueles que não querem um compromisso com Deus (Mt.3.7). Serão apenas atos vazios e inúteis.

A lista dos fracassados é bem mais numerosa do que a relação dos heróis. Nas situações em que um crente se salvou, milhares de incrédulos foram destruídos. Portanto, se toda essa história tem dois lados (fé e incredulidade), a maioria estava do lado errado. Cada um escolhe o lado em que deseja estar. Moisés escolheu (Heb.11.24-29). Ele poderia viver como príncipe pelo resto de seus dias, mas decidiu assumir sua condição de hebreu, membro de um povo escravo. Raabe, que era uma prostituta cananéia, creu em Deus e tornou-se parte do povo de Israel (v.31).

Todos os heróis da fé escolheram o lado em que estariam e o fizeram de modo voluntário (v.14-15).

Por pior que tenha sido nossa origem, condição ou situação, cada um de nós também pode escolher: crer em Deus, trilhar o caminho da fé, ter a vida transformada e ser salvo.

Portanto, nós também... (Heb.12.1)

Os homens do Antigo Testamento tiveram relacionamento com Deus pela fé, mas não conheceram o Senhor Jesus Cristo, senão através da esperança messiânica (v.26). Por isso, o capítulo 11 termina com as seguintes palavras: “Provendo Deus alguma coisa melhor a nosso respeito para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados” (Heb.11.40).

A glória daqueles homens só será completa quando a igreja entrar no céu, e isto só acontecerá por causa da obra de Cristo na cruz.

A igreja tem a nobre missão de completar a história de Hebreus 11. Por isso, o capítulo 12 começa assim:

“Portanto, nós também, pois, que estamos rodeados de tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com perseverança a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, autor e consumador da nossa fé...”

O capítulo 12 aplica a nós as lições do capítulo anterior. O propósito de Hebreus 11 não é engrandecer os heróis da fé, mas mostrá-los como exemplos. Não vamos copiar suas ações, mas aprender princípios espirituais demonstrados em suas vidas.

Se o texto diz: “Portanto, nós também..” isto significa que as operações de Deus não ficaram restritas ao passado. Ele pode fazer maravilhas hoje. Sejamos os heróis da fé no nosso tempo. Não será fácil, mas, através da igreja, a glória de Deus se manifestará neste mundo.

Pr. Anísio Renato de Andrade
Bacharel em Teologia
anisiorenato@ig.com.br

O Que acontece no novo nascimento?

Imagem meu filho Matheus Johann Krause
 João 3:1-10

Ora, havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, um dos principais dos judeus. 2 Este foi ter com Jesus, de noite, e disse-lhe: Rabi, sabemos que és Mestre, vindo de Deus; pois ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele. 3 Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. 4 Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? 5 Jesus respondeu: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. 6 O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. 7 Não te admires de eu te haver dito: Necessário vos é nascer de novo. 8 O vento sopra onde quer, e ouves a sua voz; mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito. 9 Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode ser isto? 10 Respondeu-lhe Jesus: Tu és mestre em Israel, e não entendes estas coisas?
Meu filho Matheus Johann Krause

Nós começamos uma série de mensagens sobre o novo nascimento. Jesus disse a Nicodemos em João 3.3: "em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus". Ele estava falando com todos nós quando disse isso. Nicodemos não era um caso especial. Você e eu precisamos nascer novamente, ou não veremos o reino de Deus. Isso significa que nós não seremos salvos, não seremos parte da família de Deus, não iremos para o céu, mas para o inferno.

Nicodemos era um dos Fariseus, os líderes judeus mais religiosos. Jesus disse pra eles em Mateus 23.15 e 33, "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o tornais duas vezes mais filho do inferno do que vós ... Serpentes, raça de víboras! como escapareis da condenação do inferno?". Então a série que começamos não é sobre um assunto secundário. É central. A eternidade está em questão quando se fala sobre o novo nascimento. "Se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus".

O novo nascimento é desconfortável

Na primeira mensagem nós focalizamos as razões para essa série e os tipos de questionamentos que faríamos. A pergunta de hoje é: O que acontece no novo nascimento? Antes de tentar responder essa pergunta, deixe-me mencionar uma profunda preocupação que tenho sobre a maneira que esta mensagem será entendida. Estou ciente de que essa série de mensagens será desconfortável para muitos de vocês - assim como as palavras de Jesus são desconfortáveis para nós vez após vez, se as levamos a sério. Existem pelo menos três razões pra isso:

1) Por causa da nossa condição sem esperança

O ensinamento de Jesus sobre o novo nascimento nos confronta com nossa condição sem esperança espiritual, moral e legal, à parte da graça regeneradora de Deus. Antes de o novo nascimento ocorrer para nós, estamos espiritualmente mortos. Somos moralmente egoístas e rebeldes. Somos legalmente culpados perante a lei de Deus e estamos debaixo de Sua ira. Quando Jesus nos diz que devemos nascer de novo, Ele está dizendo que o nosso presente estado é desesperadamente irresponsável, corrupto e culpado. A não ser pela maravilhosa graça em nossas vidas, nós não gostamos de ouvir essas coisas sobre nós mesmos. Então é desconfortável quando Jesus diz que devemos nascer de novo.

2) Porque nós não podemos causar o novo nascimento

Ensinar sobre o novo nascimento é desconfortável porque isso envolve algo que é feito em nós, não algo que nós fazemos. João 1.13 enfatiza isso. Refere-se aos filhos de Deus como àqueles que “não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus". Pedro expõe a mesma coisa "bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança" (1Pe 1.3). Nós não causamos o novo nascimento. Deus causa o novo nascimento. Qualquer coisa de bom que fazemos é resultado do novo nascimento, não a causa dele. Isso significa que o novo nascimento está fora do nosso próprio alcance. Está fora do nosso controle. E isso confronta nossa inutilidade e nossa absoluta dependência de Alguém que não nós mesmos.

Isso é desconfortável. Ele nos diz que não veremos o reino de Deus se não nascermos de novo. E nos diz, ainda, que não podemos nascer de novo por nós mesmos. Isso incomoda.

3) Porque a liberdade absoluta de Deus nos confronta

Então, a terceira razão porque o ensino de Jesus sobre o novo nascimento incomoda, é porque nos confronta com a absoluta liberdade de Deus. A não ser por Deus, estamos espiritualmente mortos no nosso egoísmo e rebeldia. Somos filhos da ira por natureza (Efésios 2.3). Nossa rebeldia é tão profunda que não perceber ou desejar a glória de Cristo no evangelho (2 Coríntios 4.4). Portanto, se nascemos de novo, isso é baseado decisivamente e em ultima instância por Deus. A decisão dEle de nos dar vida não será uma resposta ao que nós espiritualmente fizemos, mas o que nós fazemos será a resposta por Ele nos ter dado vida. Para a maioria das pessoas, pelo menos inicialmente, isso é desconfortável.

Minha esperança: Calmo e Salvo, não somente incomodado

Então, conforme eu inicio a série, sei quão desconfortável esse ensinamento sobre o novo nascimento pode ser. E como eu quero ser cuidadoso. Não quero inquietar desnecessariamente almas tranquilas. E não quero dar falsa esperança para aqueles que têm confundido moralidade ou religião com vida espiritual. Por favor, orem por mim. Sinto-me como se tivesse almas eternas em minhas mãos nesses dias. E ainda sei que não tenho poder para lhes dar vida. Mas Deus tem. E tenho muita esperança que Ele fará como diz em Efésios 2.4-5 "Mas Deus, sendo rico em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo". Deus ama magnificar as riquezas da sua graça vivificadora, na qual Cristo é exaltado em verdade. Essa é a minha esperança: que essa série não somente incomode, mas que acalme e salve.

O que acontece no novo nascimento?

Vamos tratar agora dessa questão: o que acontece no novo nascimento? Tentarei responder em três itens. Trataremos dos dois primeiros hoje, e do terceiro falaremos domingo que vem, se Deus quiser: 1) O que acontece no novo nascimento não é admitir uma nova religião, mas receber uma nova vida, 2) O que acontece no novo nascimento não é meramente afirmar o sobrenatural em Jesus, mas experimentar o sobrenatural em você mesmo, 3) O que acontece no novo nascimento não é o melhoramento da sua antiga natureza humana, mas a criação de uma nova natureza humana (uma natureza que é verdadeiramente você, é perdoada e purificada, é realmente nova e está sendo formada pela habitação do Espírito de Deus. Vamos ver um ponto de cada vez.

1) Nova vida, não nova religião

O que acontece no novo nascimento não é admitir uma nova religião, mas receber uma nova vida. Leia comigo os três primeiros versos de João 3: “Ora, havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, um dos principais dos judeus. Este foi ter com Jesus, de noite, e disse-lhe: Rabi, sabemos que és Mestre, vindo de Deus; pois ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele. Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.”

João faz questão de deixar claro que Nicodemos é um fariseu, poderoso entre os Judeus. Os fariseus eram o grupo mais religiosamente rigoroso dentre todos os grupos judaicos. A esse fariseu, Jesus disse (no verso 3), "Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus". E ainda mais pessoalmente no verso 7: "Necessário vos é nascer de novo." Logo, um dos pontos de João é: Toda a religião de Nicodemos, todo o seu maravilhoso estudo, disciplina e legalismo farisaicos não suprem a necessidade do novo nascimento. Na verdade, eles podem muito bem evidenciar a necessidade do novo nascimento.

O que Nicodemos precisa, e que você e eu precisamos, não é religião, mas vida. O motivo de referir-se a novo nascimento é porque nascimento traz nova vida ao mundo. Em um sentido, claramente, Nicodemos está vivo. Ele está respirando, pensando, sentindo, agindo. Ele é humano, criado à imagem de Deus. Mas evidentemente, Jesus pensa que ele está morto. Não existe vida espiritual em Nicodemos. Espiritualmente, ele não nasceu. Ele precisa de vida, não mais atividades religiosas ou zelo. Disso ele já tem muito.

Você se lembra do que Jesus disse em Lucas 9.60 ao homem que queria adiar seguir a Jesus para poder enterrar o seu próprio pai? Jesus disse: "Deixa os mortos sepultar os seus próprios mortos; tu, porém, vai e anuncia o reino de Deus". Isso significa que existem pessoas fisicamente mortas que precisam ser enterradas. E existem pessoas espiritualmente mortas que podem enterrá-las. Em outras palavras, Jesus pensou em termos de pessoas que andam por aí com aparência de muita vida, e que estão mortas. Na parábola do filho pródigo, o pai diz: "porque este meu filho estava morto, e reviveu". (Lucas 15.24)

Nicodemos não precisava de religião. Ele precisava de vida, vida espiritual. O que acontece no novo nascimento é que vida passa a existir onde não existia antes. Nova vida acontece no novo nascimento. Isso não é atividade religiosa, disciplina ou decisão. Isso é a vida passando a existir. Esse é o primeiro modo de descrever o que acontece no novo nascimento.

2) Experimentando o sobrenatural, e não somente o afirmando

O que acontece no novo nascimento não é a mera afirmação do sobrenatural em Jesus, mas experimentar o sobrenatural em você mesmo. No verso 2, Nicodemos diz "Rabi, sabemos que és Mestre, vindo de Deus; pois ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele". E, outras palavras, Nicodemos vê em Jesus uma genuína atividade divina. Ele admite que Jesus viera da parte de Deus. Jesus faz as obras de Deus. A isso, Jesus não responde: "quem dera todos na Palestina vissem a verdade que você vê em mim". Ao invés disso, Ele disse: "se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus".

Vendo sinais e maravilhas, e se maravilhando com eles, e dando o devido crédito da operação de milagres a Deus, isso não salva ninguém. Esse é um dos maiores perigos dos sinais e maravilhas: você não precisa de um novo coração para se maravilhar com eles. A velha e caída natureza humana é tudo o que é necessário para se maravilhar com sinais e milagres. E essa velha e caída natureza humana quer reconhecer que o operador de milagres é da parte de Deus. O próprio diabo sabe que Jesus é o filho de Deus e opera milagres (Marcos 1.24). Não, Nicodemos, ver-me como um operador de milagres enviado por Deus não é a chave para o reino de Deus. "Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus".

Em outras palavras, o que importa não é meramente afirmar o sobrenatural em Jesus, mas experimentar o sobrenatural em você mesmo. O novo nascimento é sobrenatural, não natural. Ele não pode ser calculado por coisas que já são encontradas neste mundo. O verso 6 enfatiza a natureza sobrenatural do novo nascimento: "O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito". A carne é o que somos. O Espírito de Deus é a pessoa sobrenatural que traz o novo nascimento. Jesus diz novamente no versículo 8: "o vento sopra onde quer, e ouves a sua voz; mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito". O Espírito de Deus não é parte deste mundo natural. Ele está acima dessa natureza. Ele é sobrenatural. De fato, Ele é Deus. Ele é a causa imediata do novo nascimento.

Então, Nicodemos - disse Jesus - o que acontece no novo nascimento não é meramente afirmar o sobrenatural em mim, mas experimentar o sobrenatural em você mesmo. Você precisa nascer de novo. E não de maneira metafórica, mas de modo sobrenatural. O Espírito Santo de Deus precisa vir sobre você e trazer nova vida à existência.

No próximo encontro veremos as palavras do verso 5 mais de perto: "em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus". O que água e Espírito significam aqui? E como isso nos ajuda a entender o que acontece no novo nascimento?

Jesus é a vida

Mas hoje eu quero encerrar fazendo uma conexão crucial entre o novo nascimento pelo Espírito e ter vida eterna pela fé em Jesus. O que vimos até agora é que o que acontece no novo nascimento é obra sobrenatural do Espírito Santo que traz vida espiritual onde ela não existia. Jesus disse novamente em João 6.63: "o espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita".

Mas o evangelho de João esclarece outra coisa também: Jesus é a vida que o Espírito Santo concede. Ou podemos dizer: a vida espiritual que Ele dá, Ele só dá em conexão com Jesus. União com Jesus é onde experimentamos o sobrenatural, a vida espiritual. Jesus disse em João 14.6: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim". Em João 6.35, disse: "Eu sou o pão da vida". E em 20.31, João diz: "estes, porém, estão escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome".

Não há vida à parte de Jesus

Então, não há vida espiritual (vida eternal) longe de Jesus e da fé em Jesus. Nós teríamos muito mais a dizer sobre a relação entre o novo nascimento e a fé em Jesus. Mas deixe-me colocar assim por enquanto: no novo nascimento, o Espírito Santo une-nos a Cristo numa união vivificadora. Cristo é vida. Cristo é a vinha onde brota vida. Nós somos os ramos (João 15.1 e seguintes). O que acontece no novo nascimento é a criação sobrenatural de nova vida espiritual, e ela é criada pela união em Cristo Jesus. O Santo Espírito nos traz uma conexão vital com Cristo, que é o caminho, a verdade e a vida. Essa é a realidade objetiva do que acontece no novo nascimento.

E do nosso lado, o modo que experimentamos isso, é que a fé em Jesus é despertada em nossos corações. Vida espiritual e fé em Jesus vêm a existir simultaneamente. A nova vida faz a fé possível e uma vez que vida espiritual sempre desperta a fé e se expressa na fé, não há vida sem fé em Jesus. Portanto, nós devemos nunca separar o novo nascimento da fé em Jesus. Do lado de Deus, nós somos unidos a Cristo no novo nascimento. É isso que o Espírito Santo faz. Do nosso lado, nós experimentamos essa união pela fé em Jesus.

Nunca separe o novo nascimento da fé em Jesus

Veja como João coloca essas coisas juntas em 1 João 5.4: “porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé”. Nascido de Deus – a chave da vitória. Fé – a chave da vitória. Porque fé é a maneira que experimentamos o nascer de Deus.

Veja agora como João diz isso em 1 João 5.11-12: “e o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida”. Portanto, quando Jesus diz, “o espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita” (João 6.63), e quando diz “você precisa nascer do Espírito” para ter vida, ele quer dizer: No novo nascimento, o Espírito Santo nos dá sobrenaturalmente nova vida espiritual ao nos conectar com Jesus Cristo pela fé. Porque Jesus é vida.

Então, nunca separe essas duas afirmações de Jesus em João 3: “se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (v.3) e “quem crê no Filho tem a vida eterna” (v.36).

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Devocional Lília Paz: Mulher Samaritana

Por Lília Paz

"E Jesus, fatigado da viagem, sentou-se à beira do poço. Era por volta do meio-dia. Veio uma mulher de Samaria tirar água. Pediu-lhe Jesus: Dá-me de beber." João 4.5 em diante.
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Algo que me fascina no encontro de Jesus com a mulher de Samaria é o fato de que Ele sabia o quanto ela precisava Dele, e ainda assim foi até ela e pediu que lhe desse um pouco de água. Apesar do espanto inicial, por ele ser judeu (judeus não se davam com os samaritanos), ela parou para lhe ouvir. Ao ser indagada por Jesus a respeito de seu marido, não escondeu sua condição. Ele não a condenou. Perdoou seus pecados e lhe deu a missão de levar adiante as boas novas de salvação.
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Existem tantas pessoas que erraram, pecaram contra Deus e acabaram se fechando. Pessoas que rejeitam a voz do Espírito Santo, que por vezes tenta mostrar que existe perdão, cura, libertação e nova vida em Cristo.
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Por causa do pecado, muitos estão buscando água que não sacia, não preenche o espaço que somente o Senhor pode ocupar. Se você está nesta condição, não permita que enganos do passado impeçam a boa obra que o Pai tem a fazer através de você. Não existe pecado que Jesus não possa perdoar, situação que Ele não possa transformar. Receba hoje perdão. Aceite a água da vida que Ele dá, água que sacia sede da alma e seja nova criatura em Cristo!
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Fonte: Lília Paz 
A autora é cantora evangélica, com oito CDs e um DVD gravados pela CPAD Music, carioca, casada, membro da Assembleia de Deus em Itaoca, Bomsucesso, Rio de Janeiro - RJ. Contatos: Agenda: (21) 7739 2588 e (21) 8736 7115; lilia-paz@hotmail.com

Paul Washer no Brasil (Outubro 2012)



Paul Washer no Brasil (Outubro 2012)
Washer estará em 2012 no Brasil nos seguintes eventos:
1-5 de Outubro: Conferência Fiel 2012 - Alicerces da fé cristã (Águas de Lindóia/SP - informações e inscrição)
5-6 de Outubro: Juntos em Cristo – O que me torna um cristão? (Rio de Janeiro/RJ - informações e inscrição)
Todos os eventos serão transmitidos ao vivo e online pela Fiel: editorafiel.com.br/aovivo

Paul Washer - Testemunho



Paul Washer se converteu enquanto estudava na Universidade do Texas. Ele completou seus estudos de graduação e se matriculou no seminário “Southwestern Theological Seminary” (Seminário Teológico do Sudoeste), onde recebeu seu mestrado em Divindade. Depois de se formar, mudou-se para o Peru e serviu como missionário.
Paul ministrou como missionário no Peru por 10 anos, período durante o qual ele fundou a Sociedade Missionária HeartCry para apoiar peruanos plantadores de igreja. O trabalho da HeartCry agora suporta mais de 100 missionários indígenas (missionários da própria nação) em mais de 20 países na Europa Oriental, na América do Sul, na África, na Ásia e no Oriente Médio.
Hoje, Paul serve como um dos trabalhadores da Sociedade Missionária HeartCry (www.heartcrymissionary.com). Ele e sua esposa Charo têm três filhos: Ian, Evan, e Rowan.

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